{"id":19694,"date":"2021-04-28T09:23:10","date_gmt":"2021-04-28T09:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.neuraxpharm.com\/pt\/?p=19694"},"modified":"2022-12-13T09:07:30","modified_gmt":"2022-12-13T09:07:30","slug":"8-coisas-que-precisa-de-saber-sobre-a-epilepsia-as-nocoes-basicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.neuraxpharm.com\/pt\/blog\/8-coisas-que-precisa-de-saber-sobre-a-epilepsia-as-nocoes-basicas","title":{"rendered":"8 coisas que precisa de saber sobre a epilepsia: as no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas"},"content":{"rendered":"
A epilepsia \u00e9 uma doen\u00e7a do sistema nervoso central que afeta mais de 50 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, causando sofrimento f\u00edsico, stress emocional e que compromete esperan\u00e7as e sonhos.<\/p>\n
N\u00e3o discrimina; afeta todas as ra\u00e7as, g\u00e9neros e etnias e, embora seja mais comum em crian\u00e7as e pessoas com mais de 65 anos, pode ocorrer em qualquer idade e pode tornar-se uma doen\u00e7a cr\u00f3nica.<\/p>\n
H\u00e1 ajuda: as crises s\u00e3o interrompidas ou reduzidas na maioria das pessoas gra\u00e7as aos f\u00e1rmacos anti-epil\u00e9pticos ( FAE) prescritos por m\u00e9dicos. H\u00e1 esperan\u00e7a: investiga\u00e7\u00f5es est\u00e3o a desvendar as origens e as vias do c\u00e9rebro para estimular o desenvolvimento de medicamentos e melhorar as terapias.<\/p>\n
A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ajudou-nos a compreender melhor a fisiologia complexa do c\u00e9rebro e a elucidar alguns dos mecanismos envolvidos na epilepsia, bem como a localizar o ponto focal das convuls\u00f5es no c\u00e9rebro. Os resultados tamb\u00e9m demonstraram que a epilepsia \u00e9 um grupo diversificado de doen\u00e7as raras que partilham uma predisposi\u00e7\u00e3o para desencadear convuls\u00f5es.<\/p>\n
Estudos sobre gen\u00e9tica, altera\u00e7\u00f5es no metabolismo, anormalidades na estrutura cerebral, sistema imunit\u00e1rio e doen\u00e7as infeciosas est\u00e3o a identificar poss\u00edveis desencadeadores de crises e m\u00e9todos para acalmar ou neutralizar os seus efeitos.<\/p>\n
A influ\u00eancia da gen\u00e9tica \u00e9 clara: 50 genes foram ligados \u00e0 epilepsia nos \u00faltimos tr\u00eas anos1, mas as suas rela\u00e7\u00f5es, combinadas com mudan\u00e7as na estrutura do c\u00e9rebro, s\u00e3o complexas e dif\u00edceis de definir.<\/p>\n
A boa not\u00edcia \u00e9 que a acumula\u00e7\u00e3o de conhecimento est\u00e1 a acelerar o desenvolvimento de medicamentos espec\u00edficos e a aumentar a promessa de mais terapias dispon\u00edveis. O dever \u00e9 obter o tratamento adequado e desenvolver novas terapias, para que as pessoas com epilepsia possam levar uma vida segura e gratificante e n\u00e3o tenham as suas carreiras interrompidas.<\/p>\n
H\u00e1 muita esperan\u00e7a. H\u00e1 muito trabalho a ser feito.<\/p>\n
A organiza\u00e7\u00e3o declarou que: “O impacto da epilepsia vai muito al\u00e9m das convuls\u00f5es porque as diferen\u00e7as nos tratamentos s\u00e3o muitas, o conhecimento geral \u00e9 limitado e o estigma social faz com que as pessoas com epilepsia vivam em isolamento”.<\/p>\n
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Obter um diagn\u00f3stico \u00e9 a porta de entrada para gerir a doen\u00e7a e, para a maioria das pessoas, seguir em frente com as suas vidas.<\/p>\n
A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade estima que at\u00e9 70% das pessoas que vivem com epilepsia podem viver sem crises se forem devidamente diagnosticadas e tratadas.<\/li>\n
Outras crises podem ser constitu\u00eddas por tremores abruptos, enquanto em algumas pessoas o corpo se torna fl\u00e1cido. Algumas pessoas sofrem uma combina\u00e7\u00e3o de crises, enquanto outras sofrem apenas um tipo. O m\u00e9dico normalmente pede um di\u00e1rio de crises a fim de acompanhar a frequ\u00eancia e as caracter\u00edsticas e assim fornecer um diagn\u00f3stico e um plano de tratamento mais precisos.<\/li>\n
A carga pessoal e social \u00e9 imensa, mas o c\u00e9rebro \u00e9 o elemento menos investigado e compreendido da biologia humana, o que significa que o progresso \u00e9 dif\u00edcil e n\u00e3o t\u00e3o r\u00e1pido como em outros campos da medicina. Desde que o fil\u00f3sofo grego Hip\u00f3crates (460-377 a.C.) apresentou a teoria de que a epilepsia estava relacionada com o c\u00e9rebro at\u00e9 \u00e0 tecnologia moderna que utiliza a neuroimagem para abrir uma janela para a fun\u00e7\u00e3o neuronal, percorreu-se um longo caminho.<\/p>\n
A epilepsia \u00e9 a terceira doen\u00e7a neurol\u00f3gica mais comum na Europa, depois da doen\u00e7a de Alzheimer e AVC, e continua a ser uma condi\u00e7\u00e3o que causa incerteza e perturba\u00e7\u00e3o na vida das pessoas, ao mesmo tempo que coloca um fardo significativo nos sistemas de sa\u00fade e nas economias nacionais.<\/p>\n
(1) Hebbar M, Mefford HC. Recent advances in epilepsy genomics and genetic testing.\u00a0F1000Res<\/i>. 2020; 9: F1000 Faculty Rev-185. Published 2020 Mar 12. doi: 10.12688\/f1000research.21366.1<\/p>\n
(2) World Health Organization. Epilepsy. Accessed January 2021.<\/p>\n
https:\/\/www.who.int\/news-room\/fact-sheets\/detail\/epilepsy<\/a><\/p>\n (3) Epilepsy Alliance Europe. Background. Accessed January 2021. https:\/\/www.epilepsyallianceeurope.org\/about\/background\/<\/a><\/p>\n (4) Epilepsy Society. Epilepsy facts and myths. Accessed January 2021.<\/p>\n